quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Recados da minha mãe

Estou meio sem tempo de postar aqui. Agora o livro está andando bem.

Prometi colocar mais textos meus, mas queria mesmo era colocar alguns pedaços dos livros que tenho lido. Mas como eles estão longes agora e eu estou com preguiça, vou colocar alguns sms que minha mãe me mandou. Ela aprendeu esses dias como enviar e agora é sua nova diversão. rs

"Lavagirl desejando um bom dia para o Sharkboy. Até a batcaverna beijos"

"Vou ter que revelar minha identidade? Você não se liga no vocabulário de herói?" (quando perguntei quem era no sms anterior rs)

"Vamos conquistar o mundo da gastronomia hj" (essa não entendi rs)

"Vc acha que dinheiro dá em árvore? Dolar tudo bem, real a gente pega no banco" (eu realmente não sei oq os alunos dela andam dando pra ela usar)

"Sharkboy, Nonsense já está peituda. Tá dormindo. Deu tudo certo? beijos lavagirl" (Nonsense é minha irmã e esse foi o jeito da mãe falar que a operação da minha irmça que colocou silicone correu bem)

Enfim. Espero que todos estejam bem, apesar que faz tempo que ninguém vem aqui.

Beijos

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A cruz e a espada

Preciso parar de colocar coisas que não são minhas.

Mas de qualquer jeito, é um blog pra daqui há tempos eu saber como me sentia, se é que até lá estarei vivo.

Então, Essa é a música que tenho escutado 24 horas por dia. Muito linda por sinal.

PS nada a ver com o post antes de colocar a música: Acho que já achei uma "editora" pro meu livro. Agora é só terminar de escrever. Logo coloco os capítulos que já estão prontos aqui.

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Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu
Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim
E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar
Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim
E agora é tarde, acordo tarde
Do meu lado alguém que eu nem conhecia
Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia
Agora eu vejo,
Aquele beijo era o fim, ah era o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim
E nunca mais, nunca mais, ou...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Saudades

Quando a gente perde alguém que ama, é foda.

Com o tempo, a dor vai lá pro fundo do coração, bem fundo mesmo. Não é como se você se esquecesse da pessoa, ela ainda está lá, mas não dói sempre.

Só que as vezes, a realidade vem e bate na sua cara com tudo. Falando coisas tipo "acorda, você nunca mais vai ver essa pessoa".

Hoje eu acordei assim. Com uma saudades imensas da minha vó e do meu vô. Uma vontade de pegar o primeiro ônibus pra Osasco, andar até o prédio em que eles moravam 20 anos atrás e onde passei minha infância, e ficar ali, só olhando e relembrando os bons momentos que tive com ambos. Fica aqui então minha lembrança pra minha avó que é a pessoa que eu mais amei na vida, e meu vô um grande homem, que eu amei demais e ainda amo.

Espero que estejam bem onde estiverem.



sábado, 3 de dezembro de 2011

Adeus, você.

Fazia tempo que eu não escrevia aqui. Tenho várias coisas pra contar, tenho escrito meu livro, tenho feito algumas coisas.

Pensei muito se escreveria esse post ou não. Primeiro por que é uma coisa muito particular minha. Segundo por que não é nada que vá fazer diferença pra alguém.

Mas resolvi por escrever.

Muitos anos atrás, escrevi aquele texto chamado "memórias" não foi escrito pra ninguém específico, mas muita gente achava que tinha sido sim. E engraçado que apesar de ter escrito coisas bonitas lá, realmente não havia sido pra ninguém. E agora que teria todos os motivos pra escrever coisas bonitas, elas (as palavras) não saem.

Quem me conhece sabe que eu quase sempre estou gostando de alguém. Eu confesso que me apego fácil as pessoas. Porém, tem uma diferença entre o se apegar, gostar e amar.

Amar, amar mesmo, eu amei três vezes. A primeira vez foi na escola, mas nunca aconteceu nada. E nem é desse amor que quero falar. A terceira é um amor platônico, com quem provavelmente não irei mais conversar. Dessa vez, o adeus, me pareceu mesmo definitivo.

Mas quero falar da unica vez que eu amei e aconteceu alguma coisa.

Não lembro como nos conhecemos. Eu era muito novo, devia ter uns dezessete anos. Ela morava em São Paulo. Com dezesseis anos e sem dinheiro, São Paulo é tipo do outro lado do mundo. Ou seja, apesar de no começo, conversarmos sempre por ICQ (pois é estou ficando velho), era muito raro nos vermos.

A música Eduardo e Mônica me vem muito na cabeça. Eu sempre fui assim, como sou agora. Meio nerd. chatinho, fazendo piadas bobas, na época era muito mais ingênuo do que sou agora. E ela sempre namorou caras desses mais malandros de Sampa. Tipo carinhas de periferia que falam "mano" e "tá ligado" (sim eu também falo essas coisas, mas eles falam com sotaque de bandido mesmo não sendo).

Ela também não fazia exatamente o meu estilo em questão de aparência. Nunca fui fã de loiras, mesmo ela sendo uma daquelas de parar o trânsito. Não sei o que ela viu em mim, mas enfim.

O amor é uma daquelas coisas que surge meio sem querer e quando você percebe, fudeu, não tem mais nada que possa fazer a respeito.

O fato é que nunca namoramos, namoramos mesmo, pela distância que na época parecia intransponível, mas nós "ficamos juntos" por uns dois anos. Era uma coisa diferente. Tipo uma confiança que nunca senti na vida. Eu sabia que ninguém ia nunca me tirar o lugar no coração dela e tenho certeza que ela sabia disso também em relação a mim.

Lembro de duas coisas principalmente, que me marcaram muito. Certa vez, estávamos há meses sem nos ver, eu consegui ir pra Sampa. Tinha programado um final de semana maravilhoso, com várias coisinhas íamos há um show, enfim, seria muito legal. E não lembro por quê, mas deu tudo errado. O sábado perfeito foi um sábado embaixo de um puta sol escaldante, andando de um lado pra outro igual dois retardados, ficando horas no metrô. Eu estava muito triste de nada ter dado certo. Ela percebeu e enquanto estava no metrô, me abraçou pela cintura e disse no meu ouvido "Pra mim esse sábado está sendo maravilhoso. Você tá aqui comigo".

Outra vez, nós já não nos falávamos há muito tempo, Quando um dia ela apareceu no msn, chorando. Disse que havia sofrido um aborto espontâneo. E que ela estava péssima, e se sentia horrível, por que quando soube que não estava mais grávida, ela ficou feliz pois achava que se estivesse grávida de outro nunca mais poderíamos ficar juntos.

Bom, nós nunca ficamos juntos. E pra falar a verdade, mal conversávamos nos últimos tempos. Não tinha mais vontade de ter nada com ela, como sei que era recíproco da parte dela. O que tivemos, tivemos, mas já tinha acabado. havia sobrado o carinho, e um outro tipo de amor, mas não o que faz as pessoas ficarem juntas e terem filhos.

Eramos tipo o porto seguro um do outro eu acho. Mesmo depois de um ano sem nos falar, eu já estava namorando, ela quase casada. Se nos falássemos o carinho era o mesmo. Acho que quando um ou outro precisava se sentir amado e querido, procurava o outro. E por isso mesmo nunca mais tivemos nada. Já não tinha dado certo uma vez, era melhor ter esse carinho de longe, de saber que um poderia mexer com o outro e dar apoio nas horas tristes, do que arriscar de novo e nos perder. Mas era engraçado o jeito que ela falava "porra gustavo a gente fica anos sem se falar e você conversa comigo em 2 horas já ta mexendo comigo".

Bom, fazia tempo que eu não conversava com ela. Muito tempo mesmo. E esses dias (na verdade já faz um tempo), descobri que ela morreu. Eu realmente não tinha mais plano nenhum de ficar com ela. Como falei, era um tipo de amor diferente. Um carinho do que já tinha acontecido antes, um bem querer. Mas mesmo assim é triste e estranho saber que talvez a única pessoa que já me quis bem não está mais aqui. Ela estava casada. Tinha a vida dela, e ai acontece uma coisa assim. É a segunda pessoa que eu perco sem a chance de me despedir. Outra foi minha avó, o grande amor da minha vida. O fato é que eu fiquei pensando. E de uma forma ou de outra, ela sempre foi importante pra mim. Um não queria mais nada com o outro, éramos bons amigos, mas não precisavamos ter nos afastado como aconteceu. E isso me fez pensar no tanto de gente que eu me importo, que gosto tanto, e que não falo, que não converso, esperando um amanhã que talvez nunca chegue. A vida é algo único. E único não no bom sentido e sim no sentido de que, se não estivermos agora com quem gostamos, esperando que algum dia as coisas vão se arrumar ou "dar tempo ao tempo pra baixar a poeira"... bom, talvez não exista esse tempo pras pessoas. E ai resta a mágoa, o terrível e odioso "e se..." como em "e se eu não tivesse sido tão orgulhoso e pedisse desculpas?"

Enfim, não espero que ninguém leia isso. É definitivamente um post só para mim. Não sei por que estou partilhando essas coisas. Mas já que sentei na frente do PC e comecei a escrever, então está aqui.

E é isso. Apesar de tudo o que eu falei, não mudei muito meu pensamento. No sentido de que, no fundo, eu vou continuar esperando. Foi por isso que pedi desculpas pra alguém que amo platonicamente. Por que caso amanhã eu não esteja aqui, pelo menos de alguém eu me despedi e fiz minha parte.

De qualquer forma, um pequeno pedaço de mim se foi também. Espero que todos fiquem bem. Beijos

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você
Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você

Preciso voltar a escrever aqui. Já estou com alguns posts preparados =)

Vai tua vida,
Teu caminho é de paz e amor
Vai tua vida é uma linda canção de amor
Abre os teus braços
E canta a última esperança
A esperança divina de amar em paz
Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar,
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar,
A sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol,
Como a flor,
Como a luz
Amar sem mentir,
Nem sofrer
Existiria verdade,
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O resultado do feriado

Esse feriado foi uma merda.

Mais uma vez eu havia planejado mil coisas que não aconteceram.

Mais uma vez, mal sai de casa.

Porém, parei pra pensar um pouco nas coisas. Apesar estar bem pobre nesse feriado, eu até tinha dinheiro para ir viajar. mas iria ser uma viagem bem "perigosa" pois mal ia ter dinheiro pra almoçar, só sobraria dinheiro pra pagar o hotel e a passagem. Então me caguei nas calças e fiquei em casa.

E pelo levantamento que eu fiz da minha vida, é o que tenho feito. Ou seja, ultimamente tenho vivido a base do medo.

Hoje olhei umas fotos velhas e vi a foto do meu primo que morreu. Ele morreu com trinta e poucos anos. Era um cara foda, legal simpático e bacana. Tinha uma vida inteira pela frente.

A pessoa que eu mais amo no mundo, minha avó, já tinha morrido. Mas é diferente. Ela já era velha, já tinha vivido a vida dela. É diferente de tu ver alguém na flor da idade morrendo. Lembro que quando meu primo morreu, a primeira coisa que pensei, quando caiu a ficha, é que a vida não era um video game. Não era como se em algum lugar o "game over" fosse dar lugar a um "continue" e algum dia eu pudesse ver meu primo de novo.

E hoje vendo uma foto dele criança, sorrindo, me dei conta disso. Minha vida tem ido pro ralo. E eu não faço muita coisa pra mudar. Ficar esperando que as coisas se resolvam nunca dá certo. Ou mesmo ter medo de viajar de mochileiro.

Então agora eu espero ter tomado vergonha na cara e que eu comece a ser um gustavo diferente. Daqui há um ano, espero olhar pra trás e ver que eu consegui mudar e estar num lugar melhor.

Enfim. É isso. Ótima semana para todos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

coisas bizarras do dia.

Estou com preguiça de escrever tudo isso de novo, então dei um ctrl+c ctrl+v numa conversa que tive do msn. Ah, e já estou acabando o primeiro capítulo do meu livro.

Mas por enquanto, fiquem com a bizarrice que aconteceu hoje com minha mãe.

ela da aula num colégio chamado iveta
ela da aula a tarde só 
e ja tinha ouvido falar de um prof. meio doido la 
mas ela nunca tinha visto o cara, pq os horarios eram diferentes 
ai hj ela foi mais cedo e ele tava la 
ai na sala dos profs. tava ele, minha mãe e outra prof amiga da minha ma~e
e esse prof tem diabetes, então de vez em qdo ele passa mal e talz 
 ai hj ele tava la a i do nada ele começou a passar mal. e pedir agua com açucar  
 ai blz. foram la, pegaram agua pra ele e tal
ai ele bebeu. mas meio assim tipo desmaiando sabe. ele começou a tremer na cadeira
e falar quero agua quero agua quero agua 
ai entrou a coordenadora da escola e falou "meuu vcs nao podem dar agua com açucar pra ele que ele tem diabetes" 
ai minha mãe até ficou preocupada pq tinha dado agua com açucar pra ele e achou que tinha matado o cara rs 
ai ele pegou e começou a xingar, a se debater e ficar berrando "me dá agua.. eu quero" e fica abrindo a boca, "vai joga agua em mim, vem"
e a orientadora falando "sai daqui. você não devia estar aqui. você sabe com quem ta falando?"
e ele "eu sei com quem to falando"
ai se jogou no chão, começou a se arrastar até o banheiro e ficar berrando enquanto discutia com a orientadora
e tremendo todo
ai a orientadora falou pra minha mãe e a outra prof sair da sala 
ai elas sairam, pq ja tinha dado o horario de aula delas 
 ai depois a diretora chamou as duas
 pq ela ligou na secretaria de educação, pra falar que não dava mais pra trabalhar com o prof. pq da outra vez ele tinha tido isso na frente dos alunos e talz 
ai o prof tinha se defendido, alegando que isso só acontecia nesse colégio, etc  
mas ele nem lembrava o que tinha acontecido 
ai o foda, é que quando a diretora foi fazer o relato 
a orientadora, que tinha entrado na sala e falado pra não dar agua que ele tinha diabetes
tbm não lembrava de nada. ela lembrava só de ter falado isso. que nao era pra dar agua com açucar por causa da diabetes. mas nao lembrava de mandar ele sair, nem de perguntar se ele sabia com quem ele tava falando, nem de nada 
e pior que quando ela entrou na sala, na frente do prof, ele começou a ter esses ataques de  novo
moh tenso
da outra vez tbm ele ja tinha tido mas nao tinha sido assim. ele só tinha ficado atrás do escorregador tremendo, falando besteiras.. ai uma prof que era católica começou a rezar perto dele e ele berrando "saii para de rezar perto de mim" 
mas minha mãe contou com mais detalhes
é que ja esqueci as falas rs
e agora algumas professoras acham que a escola ta assombrada rs

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Finalmente criei vergonha na cara.

Bom, como diz o título do post, finalmente criei vergonha na cara. Voltei a escrever meu livro.
Ainda não é a versão definitiva. Alias, está bem longe dela, só fiz uma correção básica no texto, e geralmente, quando escrevo uns três capítulos, releio o primeiro e segundo e acabo mudando uma coisa ou outra.

Mas no geral, o que tem ai é mais ou menos como vai ser a versão final. O primeiro capítulo ainda não está inteiro, mas não quero fazer um post gigante também, que ninguém vai ler.

Só pra terminar essa pequena introdução. sei que muita gente nem curte esse tipo de história, mas peço por favor que leiam. E se lerem, comentem. Mas não como amigos, e sim como críticos. Me ajudem, falando se o ritmo está lento, se está bom, se tem algo que precisa mudar. Se alguma parte ficou confusa. Se gostaram.

Enfim, me ajudem a fazer uma história que valha a pena ser lida. Ouvirei com carinho todas as sugestões. E com o tempo, vou postando mais partes do meu livro aqui. Obrigado.


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Capítulo 1
Onde conhecemos Matheus, Sid e um homem cinza


        
Chata. Era assim que Matheus definia sua vida. Não que ela fosse chata sempre, mas no geral era uma vida bem parada e monótona. Podemos dizer, por exemplo, que se não fossem os eventos extraordinários que começaram a acontecer na nublada quinta feira em que começa nossa história, a vida de Matheus nunca seria boa o suficiente para se escrever um livro. Na verdade, ele levava uma vidinha bem medíocre. 

Matheus tinha trinta e poucos anos, cabelos escuros e olhos castanhos. Ele era bem alto e magrela. Andava de uma maneira meio encurvada, como geralmente andam as pessoas tímidas, o que lhe dava um ar meio desengonçado. Ele não era feio, mas também não era bonito. Era bem normal. 

Ele nunca fora bom em esportes, nunca fora bom em nada na vida. As vezes ele achava que a culpa disso era de seus pais. Não que eles fossem pais ausentes, ou maltratassem muito Matheus, pelo contrário. O problema é que os dois brigavam muito. Na verdade, eles brigavam tanto que Matheus não se lembrava de um único dia sequer em que os dois não tivessem se xingado de nomes que não poderiam sequer ser citados nessa história. 

E isso gerava vários problemas de vergonha alheia em Matheus. Como esquecer da vez em que durante uma partida de futebol quando era criança, seus pais começaram a discutir na arquibancada sobre a posição em que Matheus poderia jogar melhor. A discussão foi tão grande que todas as crianças pararam de jogar e ficaram olhando aqueles dois doidos, gritando um com o outro. Matheus até tentou se esconder atrás de um dos gols, para evitar que ligassem os dois malucos a ele, mas não adiantou nada, pois sua mãe foi lá o puxou pelos braços e levou-o embora no meio da partida, deixando treinador, jogadores e plateia perplexas. Claro que não preciso dizer que Matheus subitamente perdeu a vontade de voltar a jogar bola, e nunca mais voltou a praticar qualquer tipo de esporte. 

Na escola as coisas também não eram melhores. Você com certeza já conheceu alguns daqueles valentões que roubam o dinheiro do lanche e dão socos e pontapés nas crianças mais novas (e espero que não tenha sido um desses valentões). Eles tinham em Matheus seu alvo preferido. 

Na adolescência as coisas não melhoraram muito também. Todas aquelas mudanças características dessa fase, como a voz que ora fica fina, ora fica grossa, os braços e pernas que começam a crescer desproporcionalmente em relação ao resto do corpo ou os pelos que começam a aparecer, se deram de maneira muito mais intensa em Matheus, o que lhe gerava uma aparência mais engraçada que a da maioria das pessoas. Por consequência, ele continuava sendo o escolhido para ser alvo das brincadeiras dos demais colegas de escola. 

As coisas só começaram a melhorar um pouco para Matheus quando ele entrou na faculdade, no curso de jornalismo. A faculdade é aquele lugar onde você terá a oportunidade de fazer tudo que nunca fez na vida, e provavelmente nunca vai ter oportunidade de fazer de novo. É durante a faculdade que tomará os melhores porres, participará das melhores festas, se nunca fumou irá fumar, se nunca bebeu irá beber, se nunca teve um relacionamento com alguém do sexo oposto (ou mesmo sexo, depende de suas preferências), com certeza na faculdade você terá. Então, embora Matheus não fosse exatamente muito sociável, ele realmente aproveitou bem essa fase da sua vida. 

Foi na faculdade que ele conheceu Danilo, seu melhor e único amigo. Danilo era o extremo oposto de Matheus. Loiro, usava óculos que pareciam ser do século passado, tinha o cabelo comprido e sempre deixava a barba por fazer, dando-lhe uma aparência extremamente hippie. Danilo era crédulo ao extremo. Se falassem para ele que papai noel era real, ele acreditaria. Na verdade, ele trocava de filosofia como quem troca de roupas e não ligava para absolutamente nada. Às vezes ele era budista, às vezes ia em centros de umbanda. Às vezes frequentava centros espíritas e mais raramente gostava de sair com alguns amigos hare krishnas. Ele parecia estar sempre sobre efeito de maconha, embora não fumasse. Era apenas seu jeito natural mesmo. 

Matheus queria ser um repórter aventureiro. Desses que cobrem as guerras, fazem reportagem na boca de vulcões em erupção ou em cidades vitimas de catástrofes. 

Obviamente ele não conseguiu nada disso. Quando se formou, arrumou um emprego num tablóide chamado “O Estrelão”, onde era obrigado a escrever reportagens como “Mulher dá a luz a um sapo” ou “Cientista descobre provas de que a Terra é um supercomputador programado para fazer perguntas sobre a vida o universo e tudo o mais”. 

Matheus odiava escrever esse tipo de matéria e odiava grande parte do resto de sua vida também.

Agora que já fizemos uma pequena introdução sobre a vida de Matheus (espero que não a tenham achado demasiado chata), vamos pular para a quinta feira nublada em que começa a nossa história.

O despertador tocou as oito em ponto. Era um daqueles despertadores chatos, que nunca param de tocar até serem arremessados contra a parede, não importa quantas vezes se aperte o botão que teoricamente deveria fazê-los parar. Quando Matheus se deu por vencido e cansou de brigar com o despertador ele levantou. Seu quarto estava uma bagunça completa. Roupas espalhadas pelo chão, cuecas em cima da mesa do computador, bem como o prato de janta da noite anterior. 

Matheus procurou a roupa menos amassada, pegou uma toalha e foi ao banheiro. Alguma coisa estava estranha na sua casa, embora ele ainda não pudesse perceber exatamente o que era. Após tomar banho e se trocar, ele foi até a cozinha, onde sua mãe preparava um café da manhã enquanto resmungava coisas ininteligíveis. Foi então que Matheus percebeu que a coisa estranha, era o fato de que pela primeira vez ele acordara sem ouvir os berros de sua mãe ou de seu pai, gritando um com o outro. Sim, eles ainda eram casados e na verdade, com o passar do tempo, Matheus percebeu que os gritos e xingamentos eram uma maneira – ainda que bem estranha – que ambos tinham de demonstrar carinho e amor um pelo outro. 

- Dia mãe. 

- Sabe, aquele safado do seu pai não dormiu em casa hoje – retrucou a mãe, sem virar para cumprimentar o filho e cortando com mais vontade um pedaço de pão velho. 

- Hmmm. Mas mãe, ele disse que iria visitar a vovó. Talvez tenha ficado por lá. 

- Ele deve é estar com uma amante. Aquele desgraçado. Anos de casada pra ser trocada por uma mulher mais nova. Quando ele chegar vai ver o que é bom. – a mãe parecia disposta a ignorar completamente o fato de que o marido realmente estava na casa de sua sogra. 

Matheus percebendo que não iria adiantar tentar convencer a mãe, apenas preparou seu café e ficou ouvindo os resmungos habituais. 

A porta da sala então se abriu e o pai de Matheus entrou. Na mesma hora, a mãe de Matheus começou a gritar e xingar a plenos pulmões. 

- SEU SALAFRÁRIO. PASSA A NOITE INTEIRA FORA. ACHA QUE NÃO SEI QUE ESTAVA POR AI COM SUA AMANTE?! 

Matheus não estava nem um pouco a fim de ficar ouvindo mais uma discussão, pegou um pedaço de bolo embrulhou num papel jornal e saiu de fininho da casa, ainda ouvindo os gritos enfurecidos da mãe que parecia ter atirado uma panela contra a parede. 

Assim que chegou à rua ele viu Sid, parado na frente de seu portão, exatamente como acontecia todas as manhãs. 

Sid era um cachorro de rua, que parecia uma mistura de chiuaua pelado com lombriga. Apesar de ser muito, muito feio, ele era um cachorro bem simpático, que havia aparecido ali na rua há poucos meses e resolvera adotar o lugar como lar. Matheus não era exatamente fã de animais, mas aquele em particular lhe agradava. E Sid parecia gostar muito da companhia de Matheus. Não era raro que Sid seguisse Matheus de sua casa até o trabalho (Matheus fazia o trajeto andando, ele morava a poucas quadras do seu trabalho) e era uma companhia agradável a Matheus, que aproveitava seu “ouvinte” para reclamar bastante da vida, sobre coisas que às vezes ele não tinha coragem de conversar com Danilo. 

Naquele dia em especial, Sid não parecia muito interessado em ouvir as reclamações de Matheus. Ele estava inquieto, olhando de um lado pra outro latindo e rosnando pras pessoas a esmo, sempre correndo em direção as esquinas. 

Finalmente, após uns quinze minutos de caminhada, chegaram na frente d’O Estrelão. 

O prédio era bem velho. No alto, uma placa luminosa dourada indicava em letras garrafais o nome do jornal. Matheus sentia vergonha de entrar ali todos os dias. 

- Bom Sid, até amanhã amigo – Matheus fez um afago no cachorro e deu o pedaço de bolo que ele havia trazido – Vê se amanhã você melhora esse humor viu, não é legal andar pela rua latindo e rosnando para as pessoas. 

- Bom dia gatão. – disse Josie, a recepcionista quando Matheus entrou. 

Não que ela achasse Matheus um gatão. Ela só se sentia bem deixando Matheus envergonhado todos os dias, coisa que normalmente acontecia quando ele era chamado assim por Josie. 

- Dia. – disse ele. – O sr. Almeida já chegou? 

- Já sim. Alias ele pediu pra que quando você chegasse fosse direto a sala dele. 

Matheus suspirou enquanto esperava o elevador. Ir a sala do chefe logo de manhã nunca era um bom sinal. Provavelmente seria alguma “ótima” matéria que ele teria que assumir. Além disso, Matheus não gostava muito do Sr. Almeida. Não que ele fosse um chefe ruim, longe disso. O problema é que o Sr. Almeida era feliz demais. Tudo estava sempre bom, sempre ótimo, sempre maravilhoso. E se todos não se sentissem sempre bem, ótimos e maravilhosos, então o Sr. Almeida faria de tudo para que se sentissem. 

Acontece que ser bom, ótimo e maravilhoso não fazia parte da natureza de Matheus, que normalmente só ficava aborrecido com as pegadinhas, surpresas e piadas que era obrigado a aturar enquanto dava sorrisinhos bestas para o chefe, que parecia não perceber ou não se importar com a dificuldade de Matheus em fingir que tudo aquilo lhe agradava. 

Matheus bateu na porta do chefe. 

- Entre, entre, a porta está aberta. 

- Bom dia chefe. O Senhor queria me ver? 

- Ahhh sim. Preciso muito falar com você Matheus. – falou o Sr. Almeida, com uma voz jovial. – Está pronto para escrever a matéria da sua vida?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Vida dura de pobre

Post rapidinho, só para um desabafo.

Estava eu todo contente e feliz sem nada para fazer no serviço quando resolvo dar uma olhada em livros pra comprar.

O que acontece?

Encontro Crônicas de Nárnia, Volume único de 800 páginas, por TRINTA reais. Esse livro custa em média uns R$ 90,00.

E Nárnia é tipo, um bilhão de vezes melhor do que SdA é tipo a história medieval definitiva, de cabeceira da minha cama desde sempre.

Ai clico em comprar.

E ai o que vejo?

O Guia dos Mochileiros da Galáxia, com os 5 livros em capa dura, por SEIS REAIS cada livro. tipo, paguei mais R$ 33,00 pra ter uma das melhores sagas de FC de todas, engraçadíssima do início ao fim.

Óbvio que comprei de novo.

E ai o que acontece?

Depois de clicar no link de comprar, aparece um outro link, indicando a coleção completa, em capa dura, dos quatro livros das brumas de ávalon por VINTE reais.

Meu dedo coçou, coçou, coçou mas eu pensei melhor e não cliquei. Vai que indicava OUTRO livro muito barato e que eu quisesse mais. rs

Alias, na verdade até apareceu. Eu sou um fãzaço do Neil Gaiman. Se você nunca leu nada dele, não sabe o que está perdendo.

Enfim, os dois livros de crônicas Coisas Frágeis estavam custando R$ 24,00 sendo que em qualquer livraria você vai pagar tipo uns 30/40 em cada livro e não 24 nos dois.

Mas eu ainda estou pagando meu video game, notebook, e tenho dois feriados que pretendo preencher com viagens esse mês.

Ou seja, como eu salvei os links nos favoritos, amanhã vou ter que me coçar muito pra não acabar clicando em comprar de novo.

Ótima semana para todos.

sábado, 22 de outubro de 2011

Muitos Gustavos

As vezes, eu paro e penso que existem um bilhão de universos paralelos.

Que cada vez que temos duas opções diferentes, as duas sempre acontecem. Em um universo sim, no outro não.

Eu sempre faço parte do "universo não".

Se tem uma oportunidade de eu conseguir passar numa prova e sair de Santos, eu estou no universo que não vai conseguir. Mas tudo bem, afinal algum outro Gustavo conseguiu.

De um certo modo isso me conforta. Imaginar que todas as variáveis são possíveis, que todas elas acontecem. As vezes apenas não acontecem onde eu estou. Me conforta saber que eu só me fodo, só fico com o resto, mas em algum outro lugar, algum outro Gustavo conseguiu o que queria, e pra ele conseguir, em algum lugar a mesma situação teria que dar errado, e ai essa situação errada acontece aqui, onde vivo. Não sei se me fiz entender. É uma ideia complicada e geralmente eu nunca releio meus posts, então eles sempre ficam confusos e repetitivos.

Gosto de pensar que em algum universo, ela viu que o sul não era exatamente um lugar tão bom assim. Que talvez ela também tenha sentido a mesma coisa que eu, em relação a um ser quem o outro precisava.

Gosto de pensar que mesmo que ela não tenha percebido isso, em algum outro lugar, eu não fui completamente descartado por conta de terceiros. Não sou menos do que nada, algo que nem vale a pena ser lembrado.

Gosto de pensar que em algum lugar, consegui terminar meus livros sem perder todos os backups, e fiz sucesso com eles.

Gosto de pensar, que em algum lugar eu tenho dinheiro pra comprar todos os jogos legais de video games do mundo.

Gosto de pensar que em algum lugar, eu consegui mudar pro Rio de Janeiro.

Gosto de pensar, que em algum lugar eu consegui me mudar pro Sul.

Gosto de pensar que pra todas essas situações nesses universos terem acontecido, precisou ter a contrapartida, onde não aconteceram, então embora eu seja sempre a contrapartida, isso tem algum sentido pra acontecer ao invés do tradicional "é por que eu só sirvo pra me fuder".

Gosto muito de pensar, que no exato momento em que estou escrevendo esse texto, em algum outro lugar um Gustavo nunca terminou de escrever e nunca publicou esse post, pois ele se levantou, foi até o armário de remédios e teve coragem de pegar todos que tem lá e tomar tudo de uma vez, e agora está indo pra um lugar melhor, onde não faz diferença ter sido fracassado, nem ter perdido tudo que valeu a pena.

Eu infelizmente não sou o Gustavo que se levantou e foi até o armário de remédios.

Pelo menos, ainda não.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como é bom ser nerd

Faz tempo que não escrevo aqui.

Na verdade, quase não tenho mais o que escrever, algumas coisas não mudam e sei que ninguém mais entra aqui. O que é compreensível, visto que não quero falar sobre o que sinto, então fico com estes posts vazios.

De qualquer jeito, este post é uma utilidade pública.

Como é bom ser nerd. Se eu não fosse nerd, nunca teria me interessado por Battlestar Galactica, e só tenho uma coisa a falar sobre essa série. Se você nunca viu, faça um favor a si mesmo e assista. É a melhor série de ficção científica que já vi na vida que bagulhobomdemaisdaconta.

Recomnedadíssima, estou aqui roendo as unhas pra saber quem é o último cylon, depois de ter dado pulos de alegria quando descobri quem eram os outros quatro rs.

Abraços a todos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

...


Olhando sua caixa vermelha de lembranças
Desbotada, com certeza
Mas o amor parece ter se fixado nas suas veias, sabe?

Sim, haverá amor se você quiser
Não aquele parecido com um soneto,
Sim, haverá amor se você quiser
Não aquele parecido com um soneto,

Porquê não enxerga
Que a natureza tem seu jeito de me alertar?
De olhos bem abertos
Procurando os céus com uma lágrima nos olhos

Sim, haverá amor se você quiser
Não aquele parecido com um soneto,
Sim, haverá amor se você quiser
Não aquele parecido com um soneto,

Afundando mais rápido que um barco sem casco
Sonhando com o dia em que poderei vê-la
Ao meu lado
Meu lado

Aqui vamos nós outra vez e perdi a minha cabeça,
Vou parar de dizer olá
Porque eu acho que você deveria saber, desde já
Desde sempre,
Desde já.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Doce Agosto



A vida é bem estranha.

As vezes encontramos pessoas que achamos que irão ficar pra sempre, e ficam por muito pouco tempo, menos do que gostaríamos.

As vezes encontramos pessoas que queríamos que saísse rápido de nossas vidas, mas elas teimam em ficar.

E as vezes encontramos pessoas que gostaríamos que ficassem mais tempo, mas já conhecemos sabendo que elas vão embora.

Eu conheci a Nina assim. Sabendo que ela iria embora. Tudo bem, acabamos nos afastando antes do que era o "previsto" mas mesmo assim, quando chega a hora de dar tchau é triste.

Nina, você é uma pessoa maravilhosa,  que eu adoro de paixão e que me anima sempre. Ter sua amizade mesmo por pouco tempo é uma das coisas que mais me deixou feliz esse ano.

Desejo toda sorte do mundo em sua nova empreitada.

Boa viagem em seu barquinho e até um dia maruja. =)

PS: só por que eu havia prometido também uma foto dela aqui.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

La Tanish

Sim meu amigo não nego. O tempo arrancou-me do coração o Amor que me afligia, mas deixou, em seu lugar, a Saudade! Que farei eu, agora, desta Saudade que parece ser mais forte e torturante que o Amor?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O livro do Destino

Eu sempre parava em um bar, aqui perto de casa. Era um desses botecos, não muito bonitos, mas onde a cerveja era barata e gelada, exatamente o que sempre procurávamos.

Nesse bar, como em quase todos os bares, havia um mendigo que "morava" ali perto. Era conhecido por todos os moradores e frequentadores do local, que sempre o ajudavam, dando-lhe pedaços de pão, frutas, ou marmitas. O mendigo andava pra lá e pra cá, com sua bengalinha apoiando as pernas obviamente cansadas e machucadas, enquanto ele esbravejava sandices sobre já ter sido dono do mundo.

"Pobre louco" diziam as pessoas quando ele começava a divagar, perdido em sua loucura.

Certa vez, ao ver o homem esbravejando para o nada, reclamando da vida, resolvi puxar ele pra uma conversa. Após alguns minutos de conversa, ele acabou voltando a comentar sobre como certa vez havia sido o "dono do mundo". Curioso, resolvi perguntar por que ele sempre repetia essa frase.

"- Sabe filho - ele começou. - Nem sempre eu fui um morador de rua. Nem sempre tive essa perna manca e suja ou fui um homem doente. Eu tinha um emprego. Não ganhava bem, mas era razoavelmente bem sucedido. Havia juntado um dinheiro e fiz uma viagem para a Índia. Lá chegando, acabei conhecendo um velho xamã. Eu o havia ajudado em questões pessoais, e ele resolveu me entregar um mapa, e contar uma história sobre o Livro do Destino. Era um livro que segundo as lendas, possuía a história da humanidade. Todos os seres vivos possuíam suas vidas completas escritas no livro, tudo que já aconteceu e o que ainda estava por acontecer.  

- Eu fiquei intrigado com a história e resolvi investigar mais a fundo. Várias pessoas haviam passado a vida procurando pelo Livro, mas eu acabei achando algumas provas de que ele era real. Minha busca durou alguns anos, mas finalmente eu achara a caverna onde o livro se encontrava. Mal pude acreditar que aquilo era real.

- O local era protegido por um Djin, que dizia estar lá há tempos imemoriais, para garantir a segurança do livro. Porém, me foi permitido passar alguns minutos dentro da caverna, onde eu poderia alterar as páginas da minha vida. Todas as riquezas, mulheres, filhos e felicidade que eu quisesse a um simples rabiscar de um lápis.

- Quando entrei na caverna, peguei o livro. Fui como louco virando as páginas, procurando nome por nome. Porém, antes de chegar ao meu, encontrei o nome de um grande desafeto. Eu teria tempo para arrumar minha vida. Mas seria melhor primeiro estragar a vida daquele maldito. Apaguei as ultimas páginas de sua história e acrescentei que ele morreria cedo, vitima de uma doença fatal que o acometeria lenta e dolorosamente. Destino mais do que merecido para um meliante como aquele.

- Continuei virando as páginas. Encontrei então a vida de outro inimigo. Alguém que eu odiava profundamente desde a infância. Em pouco tempo, alterei a história de sua vida. Sua esposa e filhos o abandonariam. Ele ficaria cego e sozinho. E iria acabar morrendo em casa, com muita dor e completamente abandonado.

- Conforme ia virando as páginas, mais e mais fui alterando a vida de todos que me fizeram mal, que zombaram de mim, que me maltrataram. Todos morreriam na desgraça. Quando finalmente cheguei ao meu nome e me preparava para alterá-lo, eis que o Djin apareceu novamente. Ele me disse que eu já havia excedido o tempo com o livro e que não poderia mais fazer alteração nenhuma. Me pegou pelas vestes, e me jogou para fora da caverna. Acabei desmaiando e acordei num lugar muito longe dali. Nunca mais consegui encontrar a caverna novamente. Eu perdi a única chance que tive na vida de ser rico, amado e feliz."

Até hoje não sei se a história dele é real. O que sei é que tirei uma valiosa lição dela. Afinal, quantas pessoas não são assim? Ficam tão preocupadas em estragar a vida de seus semelhantes, que se esquecem do bem que podem trazer a si próprios.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

...

Amanhã vou explodir a prefeitura.

Ou pelo menos xingar meio mundo naquela merda e foda-se se falarem que é desacato ou o que seja. sério.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ossos do ofício (parte 1)

Aí estou eu olhando os e-mails, clico em uma planilha anexa e ela não abre.

Reencaminho o e-mail pro ser que me enviou com apenas três linhas, falando

"Olá, boa tarde.

Informo que a planilha anexa que você me mandou veio corrompida e eu não estou conseguindo abrir. Por favor tem como me mandar novamente?

Att,

Gustavo"

Recebo a seguinte resposta:

"Oi, eu recebi seu e-mail. Mas não estou conseguindo abrir o arquivo anexo que você me mandou. Tem como enviar novamente?"

¬ ¬

E essa anta é chefe de uma unidade.

Sem mais para hoje. Até amanhã.

Beijos

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Adeus e obrigado pelos peixes

Com essa frase, os golfinhos abandonaram a Terra, quando ela seria destruída para que construíssem uma via intergalática.

Sei que fazia tempo que eu não postava nada aqui, mas como disse a alguém, "não é que eu não tenha nada para dizer, é que palavras nem são mais suficientes".

Enfim, não vou terminar com o blog. Mas sim dar uma guinada nele. Cansei de ouvir que eu sou importante quando obviamente não sou. Cansei de ouvir que eu faço diferença quando obviamente não faço. Cada um cada um, mas ouvir mentiras não é mais comigo. Nem aceitar migalhas.

Enfim. vou começar a falar de outras coisas aqui no blog. Coisas boas. Meus textos, ainda falar sobre minha vida também.

Alias ainda sobre minha vida, é estranho como eu nunca me dou valor. E nem consigo me dar. Mas fazer o que.. Faz parte. uma hora conseguirei.

Uma ótima semana para todos.

domingo, 4 de setembro de 2011

Olá

Eu estava sumido né.

Queria fazer um outro post hoje, falando mais de mim. Mas na verdade estou com muita preguiça. Então vou falar do meu final de semana, que também não teve nada de bom.

Aconteceram algumas coisas que eu já imaginava que iriam acontecer. E quer saber? Nem liguei. Alguém quer me tratar mal, foda-se. Tem gente que quer tratar bem. =]

Fui ver o filme O homem do futuro. É um filme muito bacana. Não esperava muito. Tirando o fato de ter alguns paradoxos, como qualquer filme que mexe com viagem no tempo, é um filme lindo demais. É engraçado, tem boas atuações, uma história bonitinha e mexe com aquilo que todos sempre quisemos fazer, que é justamente arrumar alguma coisa em nosso passado.

Enfim. Como disse, hoje estou sem muito o que escrever. Espero que todos tenham uma ótima semana.

Até

terça-feira, 30 de agosto de 2011

tópico sem sentido.

Pra bom entendedor, meia palavra basta. Ninguém vai entender esse post, mas ele faz muito sentido pra mim.

Como dizia o grande poeta Jagger:


"You can't always get what you want
But if you try sometimes, yeah,
You just might find you get what you need!"

"Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar às vezes, sim
Você vai encontrar o que precisa"

ótima semana para todos.

Beijos



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Com o que sonham as flores?

Este post terá um duplo sentido. Quer dizer, mais ou menos. Como todos sabem, eu gosto muito de falar, de escrever. ultimamente tenho falado algumas besteiras (não aqui), mas se eu pudesse contar tudo, acho que me dariam razão. Ou pelo menos veriam que não é tão difícil entender o meu lado. Como não posso, sigo calado, com minha fé inabalável e todas as provas que já recebi e apontam "Gustavo, tu tá no caminho certo".

Afinal, é só isso que posso fazer. Esperar. Me tornar alguém melhor. E só.

Eu esses dias comprei um ps3. Pobre que sou, não tenho dinheiro para comprar jogos, então comecei a baixar alguns pela internet.

Eis que vejo na lojinha vitual, um jogo chamado "flower". Como estava baixando tudo que via pela frente, escolhi esse também. E dei para minha mãe jogar. Ela viciou na hora, e como presente, acabei comprando o jogo original e completo. E posso dizer, não me arrependo nem um pouco de ter este jogo como meu primeiro do ps3.


Flower é um jogo difícil de explicar. Não há objetivos. Não há vilões. Você é simplesmente uma pétala de flor que vaga pelos campos. O jogo é só isso. E tudo isso.

Somos apresentados a algumas plantas murchas, dentro de um apartamento cinza em uma cidade grande. Porém quando entramos dentro dos sonhos e anseios daquela pequena flor, jogada e esquecida no vaso, vemos o quanto uma flor é capaz de fazer.

Como já dito anteriormente, a premissa de flower é simples. Você é uma pétala, que voa de acordo com as rajadas do vento que você controla usando as mãos (sim, o controle é desnecessário para esse jogo). E quanto mais flores sua pétala encosta, mais pétalas vão se juntando ao sonho de sua flor. E a paisagem, em geral cinza, sem vida, começa a ganhar um colorido mágico e único.


A trilha sonora é maravilhosa. Passando pelos diversos cenários, é impossível não relaxar completamente, não se sentir realmente parte da natureza, de uma coisa viva, jogando este jogo. Flower não foi feito para gerar desafios impressionantes, e sim para relaxar, aproveitar a vida e ver o quanto um jogo pode ser uma obra de arte. Já coloquei diversas pessoas aqui para jogar e é impressionante como em alguns minutos de jogo todos começam a transpirar paz e tranquilidade.


Pode parecer que o jogo se resume a simplesmente encontrar flores fechadas, e recolorir o cenário, mas essa seria uma visão simplória do que realmente significa jogar flower.

É um jogo que com certeza merece ser apreciado por todos, mesmo por quem não joga video game. Infelizmente minha resenha não deve ter ficado muito boa. Flower é um jogo realmente difícil de se analisar, por que as vezes palavras não são suficientes pra descrever determinados sentimentos e emoções.

O fato é que, como disse ser um post com duplo sentido, eu me identifico muito com esse jogo. Não, eu não sou uma florzinha que vaga pelo campo.

Mas estou no vaso, dentro de um apartamento acinzentado, sonhando com o dia que as coisas vão florescer a minha volta. Que colherei alguma coisa boa, por que é injusto só ter plantado durante toda a vida e recolher coisas cinzas. Tenho fé que tudo há de se ajeitar, e só está faltando eu crescer em algumas áreas. Entender melhor outras e respeitar o por que de algumas atitudes.

Eu deveria ter colocado mais um parágrafo aqui, mas mais uma vez o medo de falar demais me inunda. Já fiz isso hoje e foi uma merda. É péssimo e pior de tudo é por ser algo que como eu já disse, eu até acho que concordariam comigo. Não que eu seja o dono da razão. Alias, não há razão nas coisas do coração.

Beijos para todos e uma linda quarta feira.


domingo, 21 de agosto de 2011

Meu final de semana e outras novas coisas.

Olá.

Primeiro queria dizer que espero que todos tenham uma ótima semana. Eu já estou mais animado e feliz. Quero pedir desculpas pelos meus últimos posts, é apenas minha velha e estúpida mania de achar algo onde não existe nada.

Mania que está sumindo, diga-se de passagem.

Esse final de semana não foi dos melhores, mas não fui ruim. Sexta e sábado fiquei trancado em casa com dor de garganta e febre. Domingo desabou o mundo aqui e não consegui nem ir correr na praia. Péssimo.

Por outro lado, aluguei star wars the force unleashed. Jogo muito bom. Fazia tempo que não passava o final de semana jogando video game e agora lembrei como é bom ser nerd.

Alias, por falar em nerd, criei um blog novo. Eu sei, esse aqui já mal tem comentários e visualizações, mas criei um outro. O link é este aqui. Neste meu outro blog, irei falar das coisas que gosto. Fazer resenhas de filmes, jogos, revistas, esse tipo de coisa. Será mais um blog particular mesmo do que para os outros, já que acho que ninguém gosta muito desse tipo de coisa aqui além de mim.

De qualquer forma, está lá. E sempre que postar algo novo por lá, avisarei aqui.

Mais uma vez, espero que todos tenham uma ótima semana.

Beijos

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

As vezes é difícil não dizer nada.

Eu ia escrever um post gigante pra complementar o post passado. Alias, cheguei a escrevê-lo e está salvo aqui. Mas ainda não é hora de publicar ele. Não quero colocar o cavalo na frente dos bois.

Digamos só que a gente vai vendo como as pessoas realmente são.

Hoje meu dia foi uma porcaria completa. Com febre, dor de garganta, sai mais cedo do serviço e sendo ignorado por algumas pessoas. Foda.

Mas como disse, faz parte. Eu sei que nada vai me derrubar e que ainda vou conseguir meus objetivos. E vou sim, mesmo que ninguém acredite nisso.

Bom, to devendo um post de aniversário pra uma pessoa aqui. Promessa é divida mas vai ficar pra amanhã ou segunda feira.

De qualquer jeito, já vou terminando meu desabafo (que nem é desabafo direito visto que não falo nada já que não posso falar nada).

Espero que me perdoem pelos posts chatos ultimamente. Algum dia explico tudo. Mas pra bom entendedor meia palavra basta.

Beijos e ótima sexta pra todos.

PS: é chato saber que um presente que você comprou pra uma pessoa foi dividido com alguém que você detesta...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Bom dia.

Hoje não tenho o que falar. Nem fazer piadas. Nem pensar em não escrever nada e sair diversas linhas daqui.

Estou cansado. Só cansado. Cansado de como as coisas são. Não significa que eu estou desistindo de tudo, ou que tudo que falei em outros posts não signifique nada. A questão é valorizar as coisas que me valorizam.

Tinha escrito mais uns dois parágrafos aqui, mas é besteira. prometi um post curto hoje. Eles ficam na garganta. Mas as pessoas que dizem se importar comigo e estão fazendo justamente o contrário, quando sempre me esforço pra deixar todo mundo bem, isso não esqueço.

Até.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Só pra dar um oi

Post rápido, nada profundo, nem com meias palavras. Vai parecer mais um twitt, mas prometo usar mais de 140 caracteres.

Ontem (domingo) fiz umas merdas. É impressionante como uma vida fazendo eu me ferrar fez com que eu sempre espere o pior de todas as coisas. Eu estou mudando minha cabeça. O primeiro passo já foi dado que é aprender a gostar de mim e acreditar que eu posso realizar as coisas que tenho vontade. Como disse, nunca antes as coisas foram tão claras em minha cabeça. E continuam sendo mesmo depois de cagadinhas básicas.

O problema é que as vezes tenho umas recaídas. É difícil lutar contra atitudes que temos há anos por que a vida sempre nos deu porrada. E agora me pergunto se a vida me deu uma porrada, eu me entreguei e tomei várias outras por culpa minha, ou se foi o contrário. Tipo efeito Tostines.

O fato é que a vida vai continuar sempre me dando porrada. Ela faz isso com todo mundo. Mas já estou pronto pra enfrentar de cabeça erguida. Não é uma tarefa fácil. Mas continuo dizendo: nunca as coisas foram tão claras pra mim. E nunca soube tanto o que eu queria.

O domingo também teve coisas boas. Acordei e fui direto pra casa do meu pai, só voltei na hora de dormir. Fazia muito tempo que não o via. E foi bom me abrir com ele. Como sinto falta daquele cara, apesar de tudo, toda a distância e anos afastado. O amor é mesmo uma coisa foda. E amo muito meu velho. Não vou postar fotos aqui dele, pois eu acesso muito meu blog pelo celular. E tipo, demora MUITO pra carregar essas fotos. Pior ainda por que nos últimos posts tem vídeos, várias fotos, etc. Acho que vou fazer outro blog só pra colocar coisas legais e engraçadas e nesse falar da vida.

É isso. Obrigado a todos os amigos sinceros que vem aqui. Obrigado por tudo de bom que já me proporcionaram em minha vida. Só tenho a agradecer o tanto de pessoas maravilhosas que sempre tentaram me colocar pra cima.

Bem, vocês conseguiram.

Beijos

PS: ganhei de dia dos pais uma camisa linda do meu sobrinho escrito "titio eu amo você". Coisa linda de se ver. Vou tirar uma foto com ela e colocar aqui depois.

PS 2: esse era um post rápido, que deveria ser pequeno. Já é a quarta vez que o estou editando e acrescentando mais coisas. Impressionante como eu gosto de falar.

PS 3: sim, é uma piada ruim. Mas o meu chega amanhã. Muita felicidade.

e acabei de ler uma frase muito bacana. Ok todo mundo que me conhece sabe que eu sou romântico então whatever se me acharem emo ou o que seja por colocar ela aqui. Pra mim, falar de amor é sempre bom.


Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser

domingo, 14 de agosto de 2011

Não é minha.

Quer saber, não é nada como me sinto. Rs.

Essa tirinha é baseada em One more day, uma história estúpida do aranha. Que mostra que o amor pode ficar adormecido, mas mais cedo ou mais tarde volta. Logo peter estará feliz com a mary jane novamente :)








eu realmente sou como o homem aranha.

boa noite.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os super heróis mais bizarros do universo inteiro.

Todo mundo sabe (ou deveria saber) que eu amo quadrinhos, amo ler, e amo escrever. Então baseado numa lista que eu ja tinha visto um tempo atrás, resolvi fazer igual e procurar os piores super heróis de todos os tempos. Afinal, infelizmente a mente insana dos roteiristas não vive só de homem aranha, super homem, wolverine, entre outros (batiman nem conta por que é uma merda).

Segue abaixo a lista das maiores caquinhas que já li/vi:




Garota Elefante
Radha é uma personagem bem desconhecida da série em quadrinhos Cartas Selvagens, cuja idéia é mostrar como seria a vida das pessoas com super poderes num mundo realista. Realista? Ah, tá. Uma porcaria de menina que tem o poder de virar Elefante e voar abanando as orelhas é realista? Vá pro inferno o criador desta personagem estúpida, ela não passa de um plágio do DUMBO. Isso mesmo, é a irmã perdida do DUMBO!




Larval
Para começo de conversa Larval deve ser um dos piores codinomes da história, nem apelido de escola consegue ser tão ruim. Mas não é só o “nome heróico” do cara que não presta. O poder dele é… bom, deixa eu tentar explicar: Larval tem um grande orifício extra no corpo (não, não é o que você está pensando) onde dois vermes ou insetos ou seja lá o que for ficam alojados. Os vermes podem sair devorar qualquer tipo de matéria sólida e transformá-la em energia, a qual o Larval pode utilizar para aumentar sua força, resistência e ficar grande e azul! Para não dizer que o Larval era só mais um personagem que absorvia energia para ficar fortão, o panaca do roteirista inventou toda essa bobagem cretina de vermes. Isso é o cúmulo da imbecilidade! Imagine um sujeito andando por aí com duas baratas tamanho família passeando sob e dentro do seu corpo. Que muito legal, né. Garanto que esse super poder todo mundo queria ter.








Zan dos Super Gêmeos
As pessoas podem até dizer que o desenho Superamigos era um lixo clássico, mas ninguém pode negar que era muito tosco e que dentre as bizarrices que aquele desenho apresentou uma das mais cretinas eram os Super Gêmeos. Dois irmãos, Zan e Jayna, são gêmeos alienígenas que vieram parar na terra ninguém sabe o porquê. Eles vestem uma roupicha roxa (Para ela não pega nada, mas para ele…) para combater o mal e o poder dos dois só funciona quando eles estabelecem contato físico (o que significa que se você separar os dois trolhas eles estão ferrados), a partir daí Jayna pode assumir a forma de qualquer espécie animal (mas sei lá porque ela adora virar girafa) enquanto que o seu irmão boiolão ficou com a pior habilidade, o pamonha pode virar água ou qualquer objeto feito de gelo. Que BOSTA! A irmã vira animais e tudo que ele consegue fazer é virar picolé esculpido e viveiro de mosquito da dengue. Zan tenho dó de você, além de tudo tem que ficar aguentando aquele macaco retardado do Glick. Acho que só vi o poder dele sendo realmente util no Adult Swin.








Bouncing Boy
Outro membro dessa lista infame se chama Bouncing Boy, coloquei o nome em inglês porque não faço idéia de como traduziram e se traduziram o nome dessa coisa, na verdade nem me esforcei para descobrir. Sei lá, deve ser algo como Redondo, Garoto Quicador, Rolador, Homem Bola, etc. De qualquer forma ele só pode ter um lixo de nome em português também. O cara faz parte da Legião dos Super Heróis, um grupo da DC Comics que pelo visto não tem grandes critérios para a escolha de seus membros, já que o poder do dito cujo é o de inflar, assumir a forma de uma bola e sair quicando por aí. Como é que alguém pode levar um cara desses a sério? Imagina o super vilão que foi derrotado por esse cara, ele passou o resto da vida fazendo terapia. O pior de tudo é como esse miserável ganhou seus poderes. Ele bebeu acidentalmente uma fórmula química pensando que era um refrigerante!!








Matter Eater
Este também é membro da Legião e não faço idéia qual é o nome que ele recebeu por aqui. Deve ter sido algo como Digestor, Comedor, Devorador, Fominha, tanto faz, o que importa é que o trolha tem o poder de comer qualquer tipo de matéria. Ele pode comer aço, plástico, papel, pedra, ou seja, qualquer ***** mesmo. O pior de tudo é que ele é membro de uma raça alienígena que habita o planeta Bismoll e todos os seus conterrâneos são capazes de fazer o mesmo. Com certeza este deve ser o pior planeta em todo o universo. Em algum lugar do Guia do Mochileiro das Galáxias deve estar escrito: NUNCA, MAS NUNCA MESMO COMA EM UM RESTAURANTE DO PLANETA BISMOLL!!




Arm-Fall-Out-Boy
Arm-Fall-Out-Boy (Algo como o menino que perde o braço) também conhecido como Splitter “O separador” tem um dos poderes mais cretinos e nojentos que eu já vi, o sujeito pode simplesmente destacar os próprios braços e usá-los como um tipo de bastão para bater nos outros ou pode ainda jogá-los no inimigo. Agora vamos pensar um pouco, porque razão alguém desejaria uma joça de poder desse? Não seria mais fácil bater com os punhos, usar uma espada ou uma arma de fogo? Não, o cara destaca um dos braços para bater, quando podia ter dado logo um soco de uma vez. Ele podia jogar uma pedra, mas prefere lançar o próprio braço. E se o vilão pegar o braço dele? O que ele vai fazer? Chorar, pedir que devolva por favor? Esse poder é uma das coisas mais imbecis que eu já vi, uma ***** completa. Ah! Advinha qual grupo aceitou esse desgraçado. A Legião dos Super Heróis claro!







Color Kid
Olha o nome do sujeito: Garoto das Cores. Com certeza você já sabe qual é o poder desse infeliz, ele é capaz de mudar as cores dos objetos. Puxa que beleza de poder para um decorador, um estilista ou para o Clodovil, mas para um superherói isso é a coisa mais inútil que pode existir. Para você ter uma idéia de como esse poder é podre saiba que a mesma Legião que aceitou o Homem Ping Pong, o Faminto e o cara que perde o braço não aceitou esse sujeito. Esse maldito só serviria mesmo para mascote da parada gay.


Sussurro
Esse eu infelizmente não acho foto em lugar nenhum. É mais um personagem bizarro do universo cartas selvagens. O nome dele até pode parecer bonitinho e tal, mas ele tem um dos (senão O) poder mais idiota dessa lista. Pior até que o garoto colorido da boate gay.
O sussurro tem o super poder de ter todas as doenças que existem ao mesmo tempo.
Sim, ele sofre de asma, tosse, falta de ar, câncer em tudo quanto é lugar, rubéola, tuberculose, pé chato, malária, cachumba  e qualquer outra coisa que sua mente insana puder imaginar tudo ao mesmo tempo e ele nunca vai morrer de nenhuma dessas doenças, só ficar sentindo os sintomas mesmo. Seu diagnóstico deixaria qualquer médico insano.
Ai ele chega perto da vitima, tira a máscara e infecta o meliante com alguma doença aleatória. Claro que se o vilão pegar febre ou catapora não vai ser de grande ajuda no meio de uma luta (alias como esse cara faz pra lutar?) mas enfim. Troféu joinha pra um super poder bom desses.




E por ultimo, deixei um que não é necessariamente ruim (na verdade muita gente ia curtir ter esse super poder).
O Esquimó
Cara, o cartas selvagens tem os heróis mais bizonhos de todos os tempos. Se eu fosse listar todos aqui, ficaria anos escrevendo. Algum dia faço a segunda parte dessa lista. Por enquanto, vou terminar com o Esquimó.
Na verdade o poder dele não tem nada a ver com o seu nome.
O Esquimó tem um super poder que se parece com o do nosso querido amigo acima, o Sussurro. Mas ao invés de ter o super poder de ter toda as doenças ao mesmo tempo, ele tem o super poder de estar sob efeito de todas as drogas que existem ao mesmo tempo.
Pois é. Ele está sempre bebado, lombrado,fumado, vendo elefantes cor de rosa, sob efeito de LSD, ácido, ecstasy, alucinado e qualquer outro efeito que você puder imaginar. Ele ainda tem a vantagem sobre o Sussurro que pode controlar mais ou menos seu super poder, escolhendo que efeitos ele quer sentir no momento (pode misturar mais de um ou ficar com um só), desde que não esteja chapado o suficiente e consiga se lembrar de como usar seus super poderes (o que convenhamos, não acontece quase nunca).
Agora, imagina esse cara numa briga. alguém grita ""CUIDADO TEM UM RAIO DA MORTE VINDO EM SUA DIREÇÃO" e o Esquimó com seus olhos vermelhos: "Sóóóóóó. Raio da morte. he he he he. que legal.... da onde ta vindo essa luz toda? Que baratoooo"
Ou então todos lutando contra o super vilão na luta de suas vidas e nosso esquimó combatendo os ursinhos carinhosos no mundo da imaginação.
Qualquer grupo ia adorar contar com um cara desses na equipe. [ironic mode off]
Ele tem também umas garras, que infecta de forma aleatória quem ele conseguir cortar com elas.




Bom é isso. Esse é meu post aleatório do dia. Estava cansado de falar só de mim (não tão cansado assim, mas ontem resolvi me controlar um pouco e não acabar falando demais pois isso é sempre uma merda, como a vida me ensinou) Ótimo final de semana para todos


[love me tender - elvis presley]

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As vezes, parece que foi ontem que ela me deixou. Outras, que faz uma eternidade.
Éramos tão jovens, ainda aprendendo as nuances da vida, do amor.
Aquele dia fomos ao cinema. Eu nunca a tinha visto tão linda quanto daquela vez. Não lembro a que filme assistimos, mas lembro claramente de sua roupa, do brilho em seus olhos, seu perfume. Lembro dos sorrisos, das juras de amor, momentos de felicidade que ficam para sempre guardados na memória...
Talvez eu esteja divagando demais, imaginando coisas que não aconteceram. Talvez aquele dia eu nem tenha reparado em suas roupas, lhe dado a devida atenção, ou mesmo ficado tão maravilhado com seu sorriso. Talvez ela nem estivesse tão bonita, cheirosa e perfumada assim...
Mas é assim que quero me lembrar dela em nossa última noite juntos, afinal são minhas memórias.
Memórias... o quão reais elas são? O quão são um misto de nossas expectativas, sonhos e desejos, misturadas com a realidade?
Quando o filme acabou, estava chovendo. Ela queria andar na chuva, ficarmos mais tempo juntos. Eu não quis. Estava cansado. Na hora percebi o quanto ela ficou chateada e triste, mas não me importei. Ainda me dói muito pensar nisso.
O fato é que a vida é cheia dessas situações. Quantas vezes não damos desculpas? "Sinto muito, hoje não posso", "Quem sabe amanhã" ou mesmo "Ahh hoje eu estou tão cansado, deixa pra outro dia.
Só nos esquecemos que as vezes o amanhã não chega. Quantas oportunidades já não foram perdidas assim? Pessoas importantes em nossas vidas, que jogamos fora por um único momento de egoísmo. Esquecemos que o mais importante da vida é viver o presente.
Se eu pudesse voltar no tempo, talves tivesse feito tudo de forma diferente. Mas no fundo não importa. O tempo que tivemos juntos é nosso, e nunca ninguém vai tirar isso de mim, de minha alma e de meu coração.
E hoje eu percebo que o maior presente que ela me deu foi a capacidade de aprender a amar.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

De mãos atadas

Olá para todos.

Tem muitas coisas que gostaria de falar, de me expressar, de dizer, sobre o que sinto, o que penso, e o que acontece na minha vida. Mas estou de mãos atadas. Digamos que ainda não é a hora de falar sobre elas.

Mas falando sobre outros assuntos então, que eu possa comentar:

Hoje comecei no setor novo. É muito bacana lá. E realmente, só tem eu. Na verdade até tem outros funcionários, mas eu não sou mando em nenhum deles (pois é, minha chefia é fajuta), e nenhum fica lá. Eles só aparecem pra pegar passes de onibus, assinar ponto, essas porcarias. E depois vão para as policlínicas. Quer dizer, meu desejo megalomaníaco de mandar nas pessoas não foi concretizado dessa vez. (brincadeira, nunca tive vontades de mandar em nada)

Eu escrevi o primeiro capitulo da minha fan fic. Ainda preciso corrigír. Estou com preguiça por que sei que quase ninguém vai ler. E meu objetivo com essa fic era treinar a escrita para quando publicar meu livro. Sendo assim, se quiserem me ajudar, é só ler e dar a opinião sincera do que está bom, do que está ruim e do que precisa melhorar. Mas falarei mais sobre ela quando estiver próximo de colocá-la no blog.

Por falar em meus textos, ontem voltei a escrever o texto memórias. Sim, eu cheguei a ficar um pouco triste. Mas o texto embolou na minha cabeça e não saiu mais do lugar. Eu acho que vou tentar terminá-lo mesmo não estando na deprê. O fato é que minha cabeça está lotada de bons pensamentos. Como já havia dito antes, nunca antes na minha vida eu consegui imaginar coisas boas me acontecendo. Sempre imaginava o pior de tudo. E agora isso não acontece. Só consigo enxergar as coisas boas acontecendo. Estou construindo tijolo por tijolo meus objetivos, mas eles não são inalcançáveis como sempre me pareceram antes. Não vou mais me aprofundar nisso por enquanto. Vai chegar a hora certa de falar.

Hoje eu corri na praia. Acordei sem vontade nenhuma de correr. Mas decidi ir. Afinal to precisando emagrecer um tico né. Enfim, o fato é que mais uma vez eu pensava na vida, no que fazia, etc, e começou a chover. tipo o céu estava limpo. Foi eu dar dois passos de corrida, a chuva começou a cair. E que sempre amei andar na chuva (chegava ao ponto de só sair de casa quando estivesse chovendo quando era mais novo), descobri que correr na chuva realmente é MUITO mais gostoso. E a chuva não permitiu que eu me sentisse correndo sozinho.

Bom, eu falei, falei, falei e não disse nada. Então vou colocar agora um video que eu amei. Foi a Ceci que me mandou. Viciei nessa música e acho que todos vão gostar também.



Por fim, pra terminar. Eu estou acostumado a colocar coisas que as pessoas tem dado risada. O post de hoje foi muito introspectivo. E como apesar de estar de bom humor hoje não estou engraçado, seguem imagens que me fizeram rir (apesar que acho que ninguém vai gostar, mas enfim).






Po vai, falando sério.. "Robin what i have done to you" é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito boa. Os roteiristas de antigamente eram doentes. hahahaha

Beijos